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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Série "H.P.B" -- Bárbara--

Mundo alternativo, pessoas interessantes, na sede por um etílico, eu estava lá... Mais uma dessas pessoas  inseridas naquele mundo.

A noite de São Paulo é inspiradora! Traz nostalgias sem que nem saibamos do que sentimos falta. Traz risos, mesmo que momentâneos ou forçados e traz conversas legais com pessoas totalmente desconhecidas.


E foi em uma dessas noites alternativas, estranhas, interessantes que eu o vi.

Mas calma aí, eu não vou contar um romance.Eu sei que  isso não existe mesmo.
Não houve uma olhada intensa, nem nada que fizesse a pessoa ao meu lado estremecer, afinal, fila de balada é igual a pessoas e mais pessoas, olhares e mais olhares.

E esse “ser” ao meu lado não era ninguém que me fizesse bancar a madre, então pensei: "foda-se!"
Eu não tinha culpa por ele ter entendido minha simpatia como um: “oi amor quer sair?”.

Ele me conhecia há anos, era amigo de um ex, já deveria me conhecer pra saber que sou direta. Ai, homens...

Enfim, lá dentro eu já estava acompanhada (com o meu copo) e num lugar estratégico (a porta do bar). Eu já tinha dito qual era o meu intuito!

Gosto de observar as pessoas e,  observei também que a pessoa que deveria estar comigo, tinha me deixado. Ah, legal! Sair à dois quando não há interesse recíproco já é desconfortável, ainda mais quando o cara larga uma dama na porta de um bar sozinha com o copo não mão. Aí já é demais.

Um grupo dança, o outro conversa, na fila do banheiro, vômitos... "Onde está o desgraçado do Felipe?"

Depois de uns minutos, surge ele, e atrás dele...ELE! Pensei: "que porra de bebida é essa?"
Mas não!
Era mesmo o “tal” lá da fila!

Uma coisa na qual me destaco muito é na falta de sorte. Fato! Eles eram amigos. A-M-I-G-O-S.
Odiei-me por infinitos segundos, mas então pensei de novo: "foda-se!"

Usei minha simpatia, agora sim com a mensagem subliminar inserida, e conversamos a noite toda.
Meu amigo, coitado, sacou o clima. Mas PORRA, que hora que eu falei que estava interessada nele mesmo?

Mas depois de muitas bebidas, risos e conversas, a noite acabou. E nada, além de muita expectativas, rolou.
No outro dia, o Felipe foi em casa me contar sobre o tal “amigo-gato-da-balada”, e falou do interesse que ele, agora com o nome Julio, sentiu por mim.
Fiquei feliz, mas percebi o quanto eu magoaria aquele “filho-da-puta-iludido-do-caralho”, e disfarcei, falando que não rolaria.

Zero pontos pra mim. Sentir pena é um lixo.

O amigo do meu amigo, agora meu amigo também, sempre saí com a gente, e eu, com um cinto de castidade e ainda muito simpática, só consegui o que eu não queria: dois filhos-da-puta-iludidos-do-caralho me impedindo de dividir um olhar, uma bebida e um sorriso numa noite alternativa com alguém interessante em São Paulo.


(Texto de Barbara Romero)
até a proxima postagem.


Victor Von Serran

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Série "H.P.B" -- Anderson--





Andersom era um cara, que gostava de política.

Porem além da  política, Andersom tinha outra paixão:


-Vai curíntia !!!!!

E na festa do Centenário do timão, lá estava ele no vale do Anhangabaú,cantando as musicas,enaltecendo o time, bebendo com os amigos da fiel. Tudo era rotina, até que Andersom vê uma mulher distribuindo folhetos:


-Nossa veio, que gata!


-Essa mulher é aquela que ta se candidatando a deputada. (disse um amigo)


-Vamo lá!


Ao se aproximarem, foram abordados pela tal mulher...



-Oi meninos, posso pedir o voto de vocês?


Andersom olhava seu quadril.

Ela era pequena, mas toda delineada, bunda empinada, bem vestida.... O cheiro do perfume era forte, o rosto de menina, apesar de algumas ruguinhas, que denunciavam uma certa idade.
Imaginou-se lendo o  kama sutra, assistindo a nove semanas e meia de amor, instinto selvagem, bonitinha mais ordinária... Só tinha certeza de uma coisa.
O homem é dominado pelo seu instinto.


-Só dou meu voto se você me der um beijo!


E neste momento, o silencio predominava.
Era como se todo o vale do Anhangabaú estivesse olhando para os dois,esperando uma resposta dela. Todos ao redor ficaram atentos,e naquele  momento, até a torcida do Corinthians esqueceu o time...


Então em um acesso de raiva a deputada empurra Anderson e diz:


-Ta louco menino? Pedir beijo pra mim... Tenho mais de 35, vai procurar alguém da sua idade!

Andersom pensou, olhou ao redor e com toda calma do mundo disse:




-Beleza, pede pra alguém da sua idade votar em você então.......







Até a próxima postagem


Victor Von Serran

domingo, 12 de setembro de 2010

Série "H.P.B" Pedro





Andar na tempestade pode ser perigoso, principalmente quando o vento está com aquele aspecto de ”vou destruir esse planeta”, e os relâmpagos caem a poucos metros de você. Se eu estivesse bem, provavelmente já teria corrido e me protegido em algum lugar, mas como aquela frase não saia da minha cabeça, não conseguia pensar mais em nada:

"Você é um dos meus melhores amigos!"

Todo mundo fica contente quando ouve algo assim de alguém, é sinal de respeito e admiração, que a pessoa é muito estimada e tal...

Mas eu não queria ouvir aquilo. Não de você.

No dia que você comprou aquele biscoito e me deu, eu fiquei tão contente. Eu pensei: "nossa, ela lembrou de mim", achei repentino, mas me senti bem com aquilo, me senti alguém importante pra ela.
Mesmo naquela época, eu só era mais um caçador, eu só queria contar garotas, porque para nós existe um código:

“pegar todas, todas as possíveis, e até as impossíveis se houver condição”. Mas com qualidade, é claro.

Aí, vem o Lucas e diz:

- Velho, tá muito na cara!
- Eu?
- É velho, tá escrito na sua testa.

O Lucas tinha razão... eu estava loucamente apaixonado pela garota do cabelo curto.

- E agora o que eu faço?
- Chega junto logo que depois que vira amigo, djow, já era!!! Disse Lucas.
- Tem razão...Vou agora!
- Ta louco? Deixa eu sondar pra você primeiro e depois você chega... Só pra garantir.
- Beleza então.

O Lucas era mais velho, 9 anos de diferença. Era o tipo de cara que sabia inventar um jeito legal de fazer as coisas, e do jeito que ele armou, eu admito que nem eu saberia se era pesquisa ou não. Ela falou de mim pra ele, e quando ele voltou pude ver em seus olhos uma resposta quase certa:

- Nem vai Pedro, é bota certa, ela já te considera como amigo...

Acreditei nele, porém, uma parte de mim dizia que ainda dava... O tempo passou.
A esperança é a última que morre.

Então, um dia nos reunimos no bar.
Cerveja e conversa fiada, tudo de que se precisa um universitário. Nos divertimos muito, até eu perceber uma coisa...

Nem você e nem o Rafael estavam na mesa.
Mas chegaram juntos depois...

O Lucas me olhava, e como se respondesse olhei pra ele na nossa famosa telepatia.
”É velho, já vi o que tá rolando”.



Fomos embora, eu estava arrasado, mas ninguém, além do Lucas sabia disso. Apesar de tudo, eu sou o tipo que sempre mantém a cabeça erguida.

Passou um tempo...



Ainda sinto um certo aperto quando vejo os dois abraçados, mas o Rafael é um cara tão legal que nem dá pra sentir nada de mesquinho. Eu sei que mesmo ele não poderia oferecer  a você o que eu estava proposto a oferecer, mas nem toda história tem final feliz. No caso, a minha história não teve.

Resolvi me focar nos estudos, no semestre passado não estudei como devia, e estava disposto a estudar com afinco dessa vez, eu tinha novos amigos e mais 3 anos de aventuras pra viver. Eu consigo superar... Sempre consigo.


Lembrei de uma pessoa do passado, alguém que gostava muito de mim.
No ano passado, eu a fiz  sofrer, e hoje, quem sofre sou eu, e o círculo se fecha...

Mas a vida é assim, você chora, dá risada, fica feliz, ganha e às vezes, perde.
Se a vida não fosse assim, não teria graça nenhuma.




Ainda está chovendo pra caralho. Tô com os pés cheios de água.

Entrei no shopping, minha meia tava molhada demais até pra um cara desiludido. Tinha uma menina na porta de uma loja que eu conhecia, mas não a via a um bom tempo, ela me viu, e abriu um sorriso lindo.

Retribui...
Ela estava linda, tinha mudado muito.

Acho que Deus sempre te dá uma mão pra você continuar seu caminho... que mão legal.

Amanhã passo na loja pra gastar algum dinheiro... Eu devo estar precisando de algo lá pra casa, com certeza...
só não sei o que é.



Por Junior Atordoado